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Resgate aéreoDescrição: No calor apavorante do Iraque, soldados americanos correm com um companheiro ferido até um helicóptero de resgate. Minutos antes, uma bomba atingira o soldado e dois companheiros que patrulhavam uma estrada deserta ao norte de Bagdá. No Iraque – um campo de batalha caracterizado por desertos inóspitos, ataques a bomba imprevisíveis e ferozes combates urbanos –, o que salva os soldados é a rapidez do socorro. Os feridos são cuidados por um sistema médico que os leva da frente de batalha a hospitais nos Estados Unidos com uma velocidade impressionante. Na volta, médicos e famílias ajudam os veteranos de guerra a reconstruírem sua vida, um dia de cada vez.
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Lutando pela vidaDescrição: O paramédico Pablo Garza massageia o peito de um soldado iraquiano agonizante. Atingido na cabeça, ele está sendo levado a um hospital na cabine de um helicóptero Black Hawk. A unidade de Garza, pertencente a uma das companhias de resgate aéreo com base no Iraque, realiza missões a qualquer hora do dia ou da noite. “Quero apenas dar toda ajuda possível ao paciente. Tento não pensar no resultado”, diz Garza.
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Dentro da barracaDescrição: Um fuzileiro naval é examinado pelo médico Mark Hernandez, à direita. Os ossos da perna foram esmigalhados pela explosão de uma bomba. O hospital-barraca foi concebido para ser montado e desmontado às pressas, seguindo os deslocamentos das tropas. Como no Iraque a luta se concentra em torno de cidades e aldeias, muitas destas unidades móveis trocaram as barracas por instalações mais permanentes.
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Dor lancinanteDescrição: Torturado pela dor, o sargento Bryan Price é atendido por médicos no hospital da Força Aérea em Balad, região central do Iraque. Durante uma patrulha a sudoeste de Bagdá, em uma área de resistência sunita, Price foi atingido pela explosão de uma bomba. Um fragmento penetrou na parte inferior de suas costas, deixando-o paralisado da cintura para baixo. Tatuado em seu peito, Ashlynn Jaide, o nome da filha de 4 meses.
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Dura verdadeDescrição: Atingido por estilhaços, queimado na explosão de uma bomba caseira, um soldado encontra-se em um leito na sala de emergência do hospital de Ibn Sina enquanto profissionais da saúde fazem de tudo para salvar sua vida. O soldado acabou morrendo – perdeu sangue demais no campo de batalha. “Soldados mais feridos do que este já sobreviveram”, diz o médico do exército Sumeru Mehta. “Mas a gente nunca sabe. É por isso que ficamos fartos depois de seis ou sete meses disto. É o filho de alguém, a filha de alguém. Nunca termina.”
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Pequeno confortoDescrição: Uma pequena medalha de São Cristóvão, presente de um capelão militar, consola um fuzileiro naval na unidade de pronto-socorro em Al Taqaddum (página ao lado), um hospital militar americano no meio do caminho entre Ramadi e outra cidade devastada, Fallujah. Em regiões remotas, muitas vezes os feridos são tratados inicialmente nessas pequenas unidades de campanha.
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Sob pressãoDescrição: A enfermeira da marinha Katie Hayes coloca sangue em uma sonda intravenosa durante uma cirurgia de emergência em um fuzileiro naval ferido na explosão de um explosivo improvisado. Em pequenos hospitais de campo como este, em uma base castigada pela areia, chamada Al Taqaddum, a improvisação pode ser o segredo para a sobrevivência. O fuzileiro ferido estava perdendo sangue tão rápido que as reservas estavam se esvaindo. Os médicos fizeram um apelo em toda a base em busca de doadores e, em minutos, soldados, marinheiros e fuzileiros já faziam fila na frente da sala de operação, na esperança de dar a um companheiro uma oportunidade para lutar pela vida.
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Baixas de guerraDescrição: Os feridos mais graves são em seguida levados de helicóptero aos grandes hospitais militares, como o Ibn Sina em Bagdá (acima). Nestes, os cirurgiões podem operar em salas de temperatura controlada, mantida elevada de modo a reduzir os riscos de hipotermia para os pacientes. A despeito dos equipamentos de ponta e do esforço do pessoal do Ibn Sina, por vezes os danos causados pela guerra são grandes demais. Esse soldado morreu mais tarde na unidade de terapia intensiva.
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Danos colateraisDescrição: Hassan, 14 anos, é cuidado no Hospital Ibn Sina. O menino e mais de uma dezena de outras crianças e adultos foram feridos por fragmentos de uma bomba detonada por um suicida em um mercado na periferia de Bagdá. Os hospitais americanos trataram muitos dos sobreviventes. “As pessoas não fazem idéia do quanto nos dedicamos aos iraquianos”, diz um enfermeiro. “A maioria dos pacientes não é americana.”
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Fé compartilhadaDescrição: Robert Leathers, capelão do exército dos EUA, pergunta a um soldado iraquiano com queimaduras graves no hospital Ibn Sina, em Bagdá, se gostaria de rezar. O hospital, hoje controlado pelos militares norte-americanos, é um dos mais movimentados do Iraque; seus funcionários tratam tanto soldados norte-americanos quanto iraquianos, além de civis e insurgentes. Em qualquer dia, a maior parte dos pacientes é de iraquianos. Leathers faz rondas regulares no hospital e conversa com pacientes de todos os credos. Minutos depois de esta foto ser tirada, Leathers e o soldado oraram juntos, com a palma das mãos para cima, cada um conversando com seu Deus.
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A velocidade salvaDescrição: A bordo de um helicóptero Black Hawk o profissional de saúde Roger Kennedy, apelidado de “Nervosinho”, rabisca as costas de um soldado ferido, explicando com abreviaturas médicas suas condições de saúde. Unidades de evacuação como esta são as ambulâncias da guerra. Com freqüência resgatam integrantes das forças de serviço e civis feridos da paisagem violenta do Iraque minutos depois de se ferirem, transportando-os para hospitais militares dos EUA. Kennedy, profissional de saúde de quarta geração, já serviu duas temporadas no Iraque. “Cada vez que entro naquele helicóptero, fico aterrorizado por um instante”, conta. “Penso que este pode ser meu último minuto. Então sigo em frente e faço meu trabalho.”
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Bolsa quenteDescrição: Um fuzileiro naval ferido é colocado em um saco de transporte de corpos na unidade de campanha em Al Taqaddum antes de ser enviado a um hospital mais bem equipado. Chamado de “bolsa quente”, o saco é uma inovação no campo de batalha – o uso deles mantém o calor do corpo dos feridos, fazendo com que permaneça aquecido durante o trajeto.
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Na direção de casaDescrição: Em meio ao cheiro de combustível e ao ruído das turbinas na Base Aérea de Balad (acima), um paciente é embarcado para mais um trecho de sua viagem: a bordo de um dos aviões C-17, ele será levado do Iraque à Alemanha. Depois de ser tratado no Centro Médico Regional de Landstuhl, segue para os Estados Unidos, onde poderão encontrar familiares próximos. A viagem até o lar pode demorar no mínimo 36 horas.
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Na chegadaDescrição: Protegendo-se da poeira quente e cortante lançada pelas hélices, profissionais de saúde preparam-se para descarregar feridos de um helicóptero da marinha em um hospital das Forças Armadas em Balad, na região central do Iraque. Os hospitais militares no Iraque não estão equipados para fornecer o tipo de cuidados em longo prazo de que pessoas gravemente feridas necessitam, por isso muitas são estabilizadas e enviadas de Balad para a Alemanha. De lá, são transferidas para hospitais nos EUA, para se recuperarem mais perto da família.
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Encarando medos de frenteDescrição: O resfolegar do equipamento de respiração artificial saúda a chegada de Kandi e Jim Bouwma, que viajaram de Racine, em Wisconsin, até Landstuhl, na Alemanha, para visitar o filho. O recruta Andrew Bouwma, de 20 anos, estava no Iraque havia apenas 13 dias quando a bala de um atirador de tocaia o atingiu no quadril. “Oramos muito durante a viagem e não conseguimos dormir quase nada”, conta Kandi. “Eu me preparei muito para não chorar na UTI. Tudo o que pensava era ‘Graças a Deus que o temos de volta’.”
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Treinamento básicoDescrição: Com a família em volta, uma nova vida começa no Centro Médico Walter Reed, em Washington, DC, onde o sargento Brian Saaristo recupera suas forças para começar a usar próteses modernas. Embora computadorizadas, elas ainda exigem musculatura vigorosa. “Nós os preparamos como se fossem atletas”, diz o capitão Matthew Scherer. “Não se trata só de se acostumar a uma perna artificial. Eles querem voltar a correr.”
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Hora de pegar ondaDescrição: Ao participar de um grupo de surfe para amputados, o soldado especialista Andy Soule, de 26 anos, arrasta-se até as ondas ao largo da costa da Califórnia, revelando a mesma vontade inquebrantável que marca tantos militares feridos. Soule, ferido no Afeganistão, venceu mais tarde uma competição com seus companheiros – erguendo o corpo o maior número de vezes com as mãos sobre uma prancha. Seu objetivo é tornar-se membro da equipe americana de esqui cross-country enviada aos Jogos Paraolímpicos.
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Prova de amorDescrição: O cansaço pelo longo dia toma conta de Joey Bozik, de 28 anos. Bozik e sua mulher Jayme casaram-se enquanto ele se recuperava de seus ferimentos. “As pessoas me elogiaram por ficar com ele”, conta Jayme. “Mas o fato é que eu o amo, e isto é o que importa.” Um grupo da Califórnia, Sentinels of Freedom [Sentinelas da Liberdade], ajudou o casal a encontrar moradia e reconstruir a vida. Um dos fundadores do grupo, Mike Conklin diz: “Estamos fazendo apenas o que seria a obrigação de todas as outras comunidades”.
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RecomeçoDescrição: Ele perdeu parte do crânio, o olho direito e ambas as pernas na explosão de uma bomba. O cabo Tim Jeffers sofreu lesões tão graves que os médicos até sugeriram que os aparelhos fossem desligados. Seu pai se recusou. Agora Jeffers reaprende a andar no hospital dos veteranos de guerra em Palo Alto, na Califórnia, enquanto se prepara para a cirurgia de reconstrução craniana e anseia por voltar ao mundo. “Não vejo a hora de retomar minha vida”, diz ele. “Continuo sendo a mesma pessoa de antes.”
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Legado de guerraDescrição: Apesar de o sargento Jason Welsh ter sobrevivido à bomba que explodiu seu jipe e matou três colegas, ele sofre de um ferimento cerebral traumático chamado TBI. O médico George Zitnay, o neuropsicólogo que fundou o Walter Reed’s Defense and Veterans Brain Injury Center, diz que as bombas caseiras são a arma típica desta guerra, e que o TBI é seu legado. Muitos especialistas – incluindo Zitnay – pressionam o Departamento de Defesa para que examinem os veteranos que retornam em busca de lesões cerebrais. Este exame começou há ser feito há pouco tempo, e apenas em âmbito limitado.
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